No dia 12 de janeiro de 2004, a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias lançava a pedra fundamental do maior investimento público na área cultural de toda a Baixada Fluminense: o Centro Cultural Oscar Niemeyer. No dia 27 de setembro, às 19h, essa obra grandiosa foi entregue à população com a inauguração de duas bibliotecas.
Em oito meses de obras, foram erguidas duas bibliotecas públicas, na Praça do Pacificador, uma para crianças e outra para adultos. O equipamento recebeu o nome de Leonel de Moura Brizola, uma homenagem ao líder maior do PDT e ex-governador do Rio, já falecido.
As bibliotecas possuem 764 metros quadrados de área e 11 mil livros. Segundo a Secretaria de Cultura, cerca de 400 pessoas por dia, de todas as escolaridades, utilizam o espaço, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h.
Com um acervo variado, o leitor tem a sua disposição dicionários, livros técnicos, gramáticas, atlas e mapas. Além de livros de filosofia, ciências sociais, educação, antropologia, direito, economia, física, matemática e biografias. Há também periódicos, como jornais, revistas e histórias em quadrinhos, além de DVD, fitas em VHS, CD-Room, livro falado e publicação em braile. Os visitantes também podem acessar a rede mundial de computadores, utilizando os terminais disponíveis.
Em seguida, foi construído o teatro Raul Cortez, o segundo grande equipamento do Centro Cultural. Com 425 lugares e mais oito para cadeiras de roda, o espaço, um dos mais modernos do Rio de Janeiro, conta, inclusive, com projetor e telão para exibição de filmes. O teatro tem dois camarins com capacidade para até 20 pessoas, banheiros e salão onde os espectadores aguardam o início da sessão. O palco mede 15 metros de boca de cena, por 15,50 metros de profundidade, e é o terceiro maior de todo o Estado do Rio de Janeiro. A grande novidade, projetada por Niemeyer, é o palco reversível abertos para eventos direcionados à Praça do Pacificador. Grandes peças foram encenadas em Caxias, como “Dois perdidos numa noite suja”, “Chico Anysio de pai para filho”, “Terapia do Riso”, “Surto” e “Balaio de gatos”, colocando o município no cenário cultural do Rio.
Duque de Caxias ganhou o traço genial de Oscar Niemeyer. Autor de mais de 400 projetos, como o conjunto arquitetônico da Pampulha, Minas Gerais, a sede da ONU, Nova York, o Memorial da América Latina, São Paulo, o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional, ambos em Brasília, além de 180 edifícios espalhados pelo mundo. Niemeyer assina suas obras em 20 países da América, Europa, África e Oriente Médio e pela primeira vez deixou o seu nome perpetuado em Duque de Caxias com a construção do Centro Cultural que leva o seu nome, um marco na arquitetura brasileira e municipal.
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